Meios de Comunicação em McLuhan: uma perspectiva sociocultural na Pandemia
Resumo
Ivete Maria Soares Ramirez Ramirez[1]
José Antonio de Oliveira[2]
GT 4-Comunicação e Cultura
RESUMO
O presente artigo busca dialogar com a obra de Marshall McLuhan em: Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem (1964), uma teoria proposta transfigurada na “aldeia global”[3] para verificar a sua validade em tempos de Pandemia, na crise mundial e repercussões no Brasil. Partimos de uma perspectiva sociocultural e comunicacional com implicações no plano privado, o “confinamento” e “distanciamento social presencial” recomendados e a aproximação ao mundo exterior mediante aparatos comunicativos, como: TV, Rádio, Celular e Computador, logados em redes sociais e suas plataformas digitais, conectados pela WWW-World Wide Web (Teia em Rede Mundial), para entretenimento, e estabelecimento de vários vínculos sociais, culturais, religiosos, relacionamentos amorosos e negócios. Partimos do pressuposto que vivemos em uma sociedade globalizada, o que nos reporta a MacLuan, conectada em rede mundial, produtora e consumidora de um modelo neoliberal capitalista com interesses que objetivam maior produtividade, lucratividade e consumo. Estamos diante de classes sociais antagônicas, remontando ao marxismo[4], na oposição entre proprietários dos meios de produção e os não proprietários. A relevância científica e social do proposto artigo, nesse momento de crise mundial e nacional frente ao problema de saúde pública, é a de mostrar o consumo de produtos, comunicacionais, derivados da indústria tecnológica e cultural, como prolongamento do corpo, disponíveis no mercado para aqueles que detêm o poder aquisitivo, evidenciando as desigualdades sociais e a interdependência das interações sociais através dos meios de comunicação. Durante o período de ocorrência da pandemia causada pelo vírus Covid-19, um novo cenário social vem sendo configurado para adaptação a uma nova rotina de vida, em ambientes fechados nos quais interagimos cultural, social e economicamente: ensinamos, compramos e vendemos, sempre ligados, logados e conectados pelos meios de comunicação. Assim mediante essas possibilidades, nos tornamos quase unipresentes em alguns momentos, interconectados, e que McLuhan vai chamar de extensões do homem, como veremos nesse artigo. Nosso corpus trata de realizar uma revisão bibliográfica do autor supracitado que reverbera com os impactos causados por esses momentos de crise existencial frente a eminência da morte. Também mencionaremos em nossas análises na construção do texto referências textuais que aludem à temática comunicacional e o estabelecimento de vínculos dispostas em Stuart Hall (2003):Zygmunt Bauman (2003);John B. Thompson (2014), Jésus Martín Barbéro (1998) ;Ivan Bystrina (1995); Maurício Ribeiro da Silva (2003/2018));Jorge Miklos ( 2013), Malena Segura Contrera (2012); Norval Baitello Jr. (2002/ 2012);Marc Augè(1999); Alberto Klein ( 2007); Clarice Greco Alves (2010); Bruno Latour (2012); Robert White (1998); Maria Lourdes Motter ( 1998), Hans Belting (2006); Vicente Romano(2000).
[1] Doutoranda em Comunicação e Cultura Midiática pela Universidade Paulista-UNIP; Mestra em Comunicação pela mesma universidade; Jornalista Científica pela UNICAMP de Campinas-SP; Cientísta Social e Geógrafa pela USP de São Paulo-SP; Pós-graduada em Formação em Educação à Distância pela Universidade Paulista-UNIP.
[2] Mestrando em Comunicação e Cultura Midiática pela Universidade Paulista-UNIP, como Bolsista da CAPES; Pedagogo pela UNINOVE-SP, Cientista Social pela Universidade Metodista de São Paulo-UMESP; Especialista em Política e Sociedade pela UNICID-Universidade de São Paulo; Assistente Social pela Universidade Paulista-UNIP e Pós-graduado em Formação em Educação à Distância pela UNIP.
[3] Termo criado por Hebert Marshall McLuhan em sua obra: A Galáxia de Gutenberg: a formação do homem tipográfico, (1962)
[4] Termo criado por Karl Marx e Friedrich Engels na obra: O Manifesto do Partido Comunista, (1848)
Palavras-chave
Texto completo:
PDFApontamentos
- Não há apontamentos.